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Filmes e mais filmes

Nada aquece mais como um bom filme. Mas ao mesmo tempo é triste, o vazio que fica, a sensação que não deveria ter acabado é devastador. Por isso é que sabe bem aqui entrar, é como ver um amor passado

Filmes e mais filmes

Nada aquece mais como um bom filme. Mas ao mesmo tempo é triste, o vazio que fica, a sensação que não deveria ter acabado é devastador. Por isso é que sabe bem aqui entrar, é como ver um amor passado

Call me by your name

                       Call Me By Your Name – Me Chame pelo Seu Nome – Crítica (non)sense da 7Arte

Depois de estes anos enferrujada, em que nunca parei de ver filmes, mas deixei de escrever, comecei a pensar qual deveria ser o filme a reabrir o blog. Reflecti e pareceu-me lógico falar do Call me by your name. Estreou em 2017 e mesmo que não saibam qual é o filme, já devem ter ouvido falar sobre ele dado que ganhou o Óscar de melhor roteiro adaptado (e com todo o mérito, começo já por dizer).

Ainda hoje não entendi porque demorei tanto tempo a ver este filme. Vi-o pela primeira vez o ano passado, 3 anos depois da sua estreia e ainda hoje continuo sem perceber o que me levou a demorar tanto tempo. O certo é que não quero desvendar muito sobre o filme, pois acho que o me levou a gostar ainda mais do filme foi não ter visto o trailer. Sabia que era apenas um romance. 

A sinopse do filme é bastante simples. Acompanha a história de um adolescente chamado Elio, que se encontra de férias em Itália com os seus pais, nos anos 80. A história desenvolve-se à volta da sua relação com Oliver, um estudante que vem ajudar o seu pai numa pesquisa. 

Começo por dizer que é um filme pausado, com o seu próprio ritmo. Não há explosões, nem plot twists, é uma história real de carne e osso. Ao ver o filme senti que conseguia respirar, no meio de tanta confusão, tecnologia, a nossa mente fica cansada de tanta informação. Mas naquelas 2h eu estava em Itália, a sentir todas as sensações que o Elio sentia. 

A nivel de representação, temos Timothée Chalamet que é incrivel, assim como Armie Hammer que contracenam incrivelmente bem juntos. A nivel de realização, Luca Guadagnino deixou-me super cativada com o seu trabalho, tanto que até decidi ir ver outros trabalhos dele. Há quem considere o filme lento, aborrecido, mas nada disso. O filme é cativante. É como uma mémoria do nosso primeiro amor. Todas as incertezas, toda a tensão, desejo, infatilidade, ingênuidade, inocência, imaturidade, está tudo lá. 

São as borboletas na barriga e depois uma bofetada de realidade. É o retrato do primeiro amor, puro e duro, com uma bela banda sonora. 

Se gostarem do filme, aconselho também a ler o livro. Na minha perspectiva o filme é bastante visual, enquanto que o livro nos dá uma perspectiva mais reflexiva, pois aborda os pensamentos da personagem principal e explora bastante as questões, incertezas e medos de Elio, focando-se também nos medos e receios da sua relação com o Oliver. 

Aconselho vivamente. 

Requiem for a dream

 Hoje, depois de uma pausa aqui no blog, venho falar de um filme bastante emocionante e marcante. Cheguei até a ler num fórum que foi considerado uns dos filmes mais deprimentes de sempre. Assim vos apresento Requiem for a dream. 

 Antes de mais tenho de dizer que não é um filme fácil. Além de ter umas prespectivas bastante intensas na vida das personagens e uns ângulos loucos (que eu adorei) de filmagem, é uma história pesada. A qual se desenrola entre um grupo de amigos viciados em drogas e a mãe de um deles obcecada por um programa de televisão. Ao longo disso, vamos poder analisar os seus caminhos por entre a obsessão, a ideia de dinheiro fácil e obviamente os efeitos da droga. 

  Achei a realização fantástica. Como disse já em cima, adorei os ângulos, a maneira que eles montaram o filme. Adorei também a ideia de mostrarem a decadência das personagens pelas estações do ano. Simplesmente arrepiante! Além disso, simplesmente adoro a música do filme. Sei que acaba por ser um pouco repetitiva, mas isso acaba por dar uma dimensão ao filme que gostei. Para não falar que a música é tão intensa que até me arrepia completamente. 

 Como já disse em reviews passadas, não se deixem enganar por ser um filme "mais antigo". Pois, é de 2000, ou seja só tem 15 anos, e acho que é um filme que estará sempre actual. Além que na minha opinião devia ser mostrado a todos os jovens, pois mostra realmente a decandência e o estado que as drogas nos podem levar. Obviamente que é chocante, se calhar até diria exagerado, mas o mundo das drogas é decadente, isso é, e secalhar poderia "abrir" os olhos alguns jovens que pensam que a eles nunca lhes vai acontecer nada. Então o final, ui, deixou-me sem folgo completamente! 

 A nível de representação, temos um dos meus actores preferidos, Jared Leto. Honestamente acho que ele se adaptada muito bem aos papeis que faz. Além da sua representação fantástica, temos a Ellen Burstyn que esteve maravilhosa, e actores como Jennifer Connelly, Marlon Wayans que estiveram igualmente bem.

 Em resumo, gostei bastante do filme. Já o tinha visto quando era mais nova, o que confesso que me chocou. Até agora nunca mais esqueci este filme, e acho que vai estar sempre na minha mente. Não vou dizer que é um filme fácil, pois não é. Como já disse acima é volto-me a repetir, é pesado. É bastante chocante, pois demonstra intensamente as personagens a cair no abismo. Certamente que não é um filme para ver se quiserem rir, ou passar um bom momento. É algo que devem ver de maneira séria. Mas recomendo com um grande sim, pois acho um filme espectacular em todos os aspectos. Como já disse não será para toda a gente, mas gostei muito. 

The Rewrite

  Hoje trago-vos um filme que nunca ouvira falar antes dele. Simplesmente gostei da sipnose e decidi-o ver sem qualquer tipo de expectativa, apenas sabendo que era um romance. Assim apresento-vos The rewrite, uma comédia madura que me fez largar várias gargalhadas. 

 A história gira à volta de um argumentista de sucesso, que infelimente os seus dias de sucesso já há muito passaram. Entretanto, depois de se aperceber que está com problemas financeiros e sem expectativa futura de arranjar um novo trabalho, vai ensinar numa faculdade, apesar de desprezar tal profissão. Assim sendo, o enredo desenvolve-se através disso, metendo um pouco de romance (ligeiramente) e comédia. 

 Quanto aos actores, fiquei derretida quando reparei que o filme seria com o Hug Grant, honestamente não sei porque mas gosto bastante de o ver representar, e neste filme não foi excepção. Depois temos caras conhecidas como o J.K. Simmons, Marisa Tomei, Allison Janney, que estiveram muito bem. Depois entre essas, algumas caras mais fresquinhas que conheço de serem novatos em séries. 

 Em resumo gostei bastante do filme. Não é um romance lamechas, e aliás do que menos gostei será do final, que apesar de tudo para mim achei um pouco apressado, mas contudo resultou bem. Como disse no ínicio soltei algumas gargalhadas e tive uma excelente hora e meia. Apesar de ser comédia, remete à questão da base das relações, do amor e da felicidade. Além disso, achei super engraçado o facto de lá no meio englobarem a Jane Austen à mistura e a personagem do Hugh Grant não saber quem é a Marianne nem a Elinor, quando ele entra no filme Sense e Senbility de 1995. Juntamente também tive um gosto pessoal ao ver esse tema entrar no filme, pois gosto bastante de Jane Austen e foi algo que me fez sorrir de alegria, além do tema de escrita no geral. Gostei muito, volto a repetir. É uma comédia mais madura eu acho, não têm aqueles temas mais cliché nem aqueles risos forçados, contudo resultou excelentemente. Aconselho vivamente! 

He took his skin off for me

 Por falar em curtas, lembrei-me de fazer uma review de uma que vi há uma semana atrás mais ao menos. Não tem comparação possivel com a que falei no post anterior, nem por amor de deus comparem. Apesar disso, foi uma agradável surpresa. Assim trago-vos He took his skin off for me.

 O enredo gira à volta de uma casal, na qual o homem decide tirar a pele por causa da companheira e assim as consequências que esse acto vai ter na relação. É uma história tocante, bastante real e honestamente achei que estava maravilhosamente realizada. Uma metáfora para um facto bem real. 

 A curta é pequenina, tem 10 min, mas acho que foi o ideal. A representação está muito boa, e o facto de terem feito o filme como se fosse mudo, só com a voz da narradora por trás, ficou muito bom. Fiquei bastante surpresa por saber que foi feito por um realizador jovem, Ben Aston, pois a realização está excelente. Adorei os ângulos, os cortes, o ambiente, adorei tudo. 

 Além disso, tenho de referir o facto da caracterização da personagem masculina, que estava excelente mesmo. Achei que eles pensaram em tudo perfeitamente e conseguiram-no com grande sucesso. Os actores Anna Maguire e Sebastian Armesto estiveram simplesmente soberbos, as emoções trespassavam-lhes pelo olhar!

 Em resumo, gostei bastante. Recomendo vivamente, vão gostar! Apesar de ficar um pouco em aberto, acho que é um tema que toca a todos infelizmente. Além disso, parece que por aqueles 10 min ficamos completamente absorvidos pela história e é um sensação incrivel ao mesmo tempo desconcertante. 

Un chien andalou

  Abri este filme pois gostei da imagem da capa, e não fazia ideia do que era. Hoje devo andar numa de descobertas, então decidi aventurar-me. E assim fui parar a esta curta fabulosa de 1929 escrita por Luis Buñuel e Salvador Dali. Apresento-vos Un Chien Andalou

 Honestamente tenho que admitir que filmes mudos não é o meu forte. Admiro bastante pois a única ferramenta que eles tinham de transmitir emoções era através de expressões e isso obrigava a grandes actores. Além do mais, não quero estar aprofundar muito o tema pois não sou grande conhecedora de filmes mudos e não quero estar a dizer disparates. Mas achei que era engraçado falar um pouco sobre o filme em si. 

 A história é bizarra, e honestamente sendo algo surreal nem existe um tema em concreto pelo menos que fosse definido. Para mim o tema gira à volta do amor, de loucuras, inocência, obssessão e tudo que o amor provoca no sentido mais extremo. Apesar de ter ficado com a ideia de que gostaria de ter percebido mais, gostei bastante. Como disse em cima não costumo ver filmes a preto e branco, muito menos mudos, mas curiosamente esta curta fez-me mudar um pouco a minha opinião e acho que me vou arriscar um pouco. Acho que por acaso o único filme que vi assim mais antigo recentemente foi o Lolita realizado pelo genial Stanley Kubrick, cujo é de 1962, ou seja para mim foi algo um pouco radical ver esta curta.

 Em resumo, gostei muito. Acredito que para a época em que foi filmado isto deve ter sido um choque, pois é algo que considero futurista. Sempre gostei bastante de arte surreal e neste filme foi bastante interessante e prazeroso. Como é obvio tenho de referir o Salvador Dali, por ter escrito esta curta e por apreciar bastante os quadros dele. E o outro pai do surrealismo o Luis Buñuel, apesar de conhecer pouco o trabalho dele. Contudo, não aconselho a curta a quem não apreciar realmente o surrealismo ou então quem não conseguir ver filmes a preto e branco ou mudos, pois certamente vão achar um disparate e ter uma ideia completamente errada. Mas se gostarem, ou tiverem curiosidade, aconselho vivamente! São apenas 16 min, que passam a correr e é super cativante e interessante! 

The Tracey Fragments

 Tinha acabado de chegar a casa cansada e queria ver um filme, até que me deparei com um que me chamou atenção. Nada ouvira falar sobre ele sem ser a actriz principal. Conheço trabalhos da Ellen Page, e sempre achei-a com bastante potencial, mas neste foi incrível. Assim hoje trago-vos The Tracey Fragments, um filme bastante diferente e que dá uma experiencia visual espectacular.

 O enredo gira em torno de uma jovem de 15 anos que anda à procura do seu irmão Sonny. O filme começa exatamente com uma cena expecifica, que aliás é o que diz a sipnose, com Tracey envolvida numa cortina de banho na parte traseira de um autocarro deixando o expectador completamente às "aranhas" sobre o que a terá levado lá. Assim sendo, a história começa a desenvolver-se em fragmentos, literalmente em fragmentos, recuando e avançando, mostrando assim a história de Tracey. 

 Apesar de ser uma história um pouco simples, a realização do filme dá-lhe uma dimensão mais completa pelo menos a meu ver. Está espectacular! Adorei a maneira como eles fizeram o filme a nivel visual, está simplesmente diferente e bastante interessante. Aliás, como referi logo no ínicio é uma experiência visual bastante agradável. Foca os promenores, aumentando assim a intensidade das personagens e dos sentimentos, o que num filme dito "normal" não aconteceria. Até vi num comentário um aspecto fantástico que é que o filme foi filmado em apenas duas semanas, mas a montagem e a pós-produção demorou mais de nove meses, o que logo leva a perceber que foi sem dúvida um trabalho intensivo e bem pensado. 

 A nivel de representação adorei sem dúvida o trabalho da Ellen Page, esteve espectacular em todos os aspectos! Além disso, apareciam caras desconhecidas, ou pouco conhecidas e gostei bastante disso no filme. Achei que lhe dava mais consistência e apesar de não serem actores conhecidos, gostei da interpretação de todos. 

 Em resumo, gostei do filme. Não estava à espera de nada, pois mal vi o filme fui logo vê-lo, ou seja, nem sequer tive tempo de formar uma ideia preconcebida quanto ao mesmo. É sem dúvida um filme diferente, nada haver com outros, mas é agradável e é bastante curto (têm apenas 77 min) o que para mim resultou perfeitamente. Aconselho. Não pela história em si, mas pela maneira genial que foi realizado e pela interpretação fantástica. Foi sem dúvida um bela surpresa! 

Interstellar

 Enquanto os créditos ainda estão acabar decidi vir aqui escrever sobre o filme que acabei mesmo agora de ver, Interstellar. Vai ser uma review complicada, aviso já. 

 Digo isto pois o filme não superou nem de longe nem de perto as minhas expectativas. Achei que visualmente o filme estava bom, a representação excelente e o ambiente igualmente, mas e a nível da história? É aí que começam os problemas. Se eu não me esquecer de tudo o que aprendi na escola a nível cientifico, e até mais para a frente, tenho de dizer que o filme fala dos assuntos completamente sem sentido nenhum, especula e cria teorias sem qualquer fundamento. Contudo, se eu apagar tudo o que aprendi, ou simplesmente ignorar, digo que foi um enredo interessante, sem dúvida. Apesar que não, eu não consigo apagar informação e para mim tudo me pareceu uma história de "fantasia". Não me matem por dizer isto, é simplesmente a minha opinião. É certo que o Homem desconhece muita coisa, mas há certos factos na história do filme que não faz sentido nenhum. Aliás, depois de ver o filme percebi que até leva a várias interpretações, pois eu ouvi uma opinião que me contava as coisas completamente diferentes, e quando acabei fiquei "Mas então como não percebeu?". 

 Continuando, o enredo basicamente desenvolve-se à volta da procura de um novo planeta. Não posso contar muito mais, senão perde a piada. Além que tenho de referir que não achei os plot twist nada de especial, foram um pouco forçados, demasiado fantasiados. Aliás, depois disso, tinhamos a banda sonora que honestamente irritou-me um pouco, e conseguiu distrair-me várias vezes. Acho que nunca num filme me irritou, mas este conseguiu fazê-lo.  

 A nível da representação, achei que estiveram todos muito bem. Temos caras conhecidas como o Matthew McConaughey e Anne Hathway, entre outros, que estiveram excelentes. Assim como a actriz que fez de Murph com 10 anos, Mackenzie Foy, gostei bastante do trabalho dela, assim como Jessica Chastain que fez de Murph já com 30 anos (mais ao menos). 

 Resumindo, não foi nada do que esperava, sem dúvida que com toda a pena minha não vai ser um filme que vou ficar a pensar. Sinto-me mesmo como a ovelha negra, depois de ouvir criticas tão boas, mas não gostei. Além que achei que o filme simplesmente tem tempo a mais. Depois de duas horas de filme, já dei por mim a ver quanto tempo faltava, e apesar de querer saber o final, já me estava a fartar. Agora chega a verdadeira decisão que é se recomendo ou não. Honestamente não o faria, achei o filme demasiado cansativo e com uma história muito longe da esperada. Pode ser só a minha opinião, mas digo-vos com toda a sinceridade que queria gostar do filme, mas não consegui. Tem partes bonitas, e como falei a representação, e visualmente estão bons, contudo a história deixa muitoa a desejar, e é pena. Queriam fazer um blockbuster e conseguiram, mas não convenceu. Aliás, até ficou a desejar quanto ao próprio realizador, Christopher Nolan, o que é mesmo pena. 

The imitation game

Este filme foi imensamente falado, foi nomeado para óscares, e em todo o lado só ouvi boas criticas. O que se justifica, pois é um excelente filme, uma história muito boa, um ambiente igualmente excelente. Como podem ler pelo título, trago-vos assim The imitation game. 

 A história apoia-se em factos veridicos, e desenrola-se na época da segunda guerra mundial. Foca-se assim em Alan Turing que fica obcecado para descobrir o Enigma com a ajuda de outros matemáticos. Sendo uma história veridica, e o próprio filme ser considerado uma biografia, era um grande desafio por si só. Além disso, e como devem saber, espero não estar a dizer mais do que devia, trata de grandes assuntos, e um deles, um grande tabu para a altura, a homossexualidade. 

 O filme está muito bem feito como referi em cima, o ambiente, os actores, tudo resulta muito bem. Aliás, temos a minha actriz preferida, Keira Knightley, que esteve excelente. Obviamente que temos o Benedict Cumberbatch, que aliás devia falar dele primeiro, que é a estrela do filme, esteve simplesmente muito bem, apesar de honestamente eu não conhecer mais trabalhos dele. Além destes, temos outros como por exemplo o Matthew Goode e Matthew Beard, que tiveram igualmente uma boa representação.

 Apesar disso tudo, o filme não me convenceu. Achei que tinha demasiadas expectativas, e muitas delas não foram realizadas. Peço desculpa a toda a gente que adorou o filme, mas simplesmente não o voltaria a ver e não achei o filme assim tão grandioso como o faziam, pelo menos para mim. Como disse por exemplo noutro filme biográfico que falei, não é um genéro de filme que goste muito, por isso secalhar foi um pouco isso. Contudo, não se deixem influênciar pela minha opinião, pois neste caso é muito própria, e vejam. É um bom filme, muito bem realizado, mas não vai nem de longe para os meus preferidos. 

 Em resumo gostei da realização, dos actores, do ambiente. Gostei mesmo muito do filme em termos técnicos, mas achei que era um pouco lento. Achei que a história andou sempre à volta do mesmo, em vez de se ter focado em pontos mais essênciais. Além que achei que eles focaram mesmo muito o facto da sexualidade da personagem prinicipal, pois não acho que eles quisessem destacar isso como assunto principal, pelo menos não tinha essa ideia, mas acabou por parecer um pouco assim. O que honestamente até me doeu na alma, pensar que havia uma época em que a vida das pessoas podia ser destruída por serem homossexuais. Felizmente isso já não acontece! Mas sim, globalmente, é um bom filme. Aconselho a verem! Contudo vejam mesmo quando tiverem muita vontade, pois é um filme com pouca acção e um pouco metódico, o que para algumas pessoas pode "desmotivar". 

Memento

 

 Hoje venho falar sobre um filme que andava para o ver desde sempre. Toda a gente me falava dele, ou bem ou mal. Até que um amigo meu que gosta imenso de filmes me disse que o deveria mesmo ver, pois era algo que estava mesmo muito bom. Honestamente, ainda bem que o fiz! Assim, trago-vos um filme espectacular cujo o nome é Memento

 Este filme é de 2000, ou seja, já tem uns belos 15 aninhos em cima, o que não é muito, mas contudo notasse que não é um filme recente. Estou a falar sobre isto porque infelizmente há muita gente que "despreza" os filmes "antigos", e não o deveriam fazer, principalmente quando já falei por exemplo do Seven, que é de 1996, e que também é excelente. O enredo desenvolve à volta de Leonard, que tem uma condição psicologica que o faz não reter memórias recentes. Resumindo, ele só se lembra de que a mulher foi assassinada, o que o obriga a desenvolver vários métodos para ir retendo as mémorias para se poder vingar. 

 Apesar de não ser uma história muito complicada, tem um plot twist fantástico. Que não, nem que me peçam vou contar a alguém. Ou seja, o filme está simplesmente genial. No ínicio confesso que pode ser um pouco confuso, mas rapidamente o espectador se habitua. A única coisa que pessoalmente não gostei, foram os cortes. Sei que deve ter sido um ponto que foi bem pensado, mas por acaso não gostei muito e até comentei isso durante o filme. Eram demasiado brutos. Mas nada que tire a experiência de o ver, acredito até que não reparem. 

 A nivel de representação, o Guy Pearce esteve bastante bem. Não era um papel fácil, e gostei bastante de o ver. Outros actores, como Joe Pantoliano, Carrie-Anne Moss, são caras conhecidas, que também estiveram igualmente bem. Aliás, apareceram bastante caras conhecidas no filme, que me dava uma estranha sensação, mas foi agradável. 

 Em resumo, gostei bastante do filme. Aliás, posso dizer que ficou na minha lista de preferidos porque está simplesmente genial. Adoro filmes que me deixam a toda a hora e todo momento a pensar no que vai acontecer, o que sem dúvida compriu o seu dever ao nível de ser considerado um thriller. Se gostarem também, este filme é um must watch. Concluindo, recomendo mesmo muito o filme!  Eu viu-o em DVD na minha sala, que é bastante confortavel e dá uma experiência muito boa de visualização, e recomendo, se o poderem fazer para o verem também em DVD pois acredito que seja melhor que no computador. 

John Wick

  Hoje trago-vos um filme um pouco diferente de todos que falei aqui. É um filme cheio de acção, intensidade, e como não podia deixar de ser, com caras bastante conhecidas e que entertem do principio ao fim, sem aborrecer um bocadinho. John Wick, senhores e senhoras! 

 Decidi ver este filme porque me falaram dele, mas nada sabia sobre ele. Apenas sabia que gostava da capa, mas nem o resumo tivera lido. Fiquei um pouco envergonhada quando me disseram que foi um filme muito falado, com criticas muito boas, no entanto, passou-me completamente ao lado. 

 A história foca-se em John Wick (obviamente!) que depois de lhe se retirado o pouco que lhe restava, volta ao trabalho como hitman para se vingar. Assim sendo, a história vai-se desenrolando, e mais não posso contar, pois iria perder a piada. Mas não se deixem enganar e pensar que vai ter o mesmo enredo de sempre, porque não vai. John Wick supreendeu-me pois apesar de ter umas partes cliché, outras são bastante inteligentes e gostei imenso. Obviamente que às vezes as cenas de luta parecem demasiado boas para ser verdade, e talvez na vida real, ele teria morrido logo no ínicio. Mas não são assim todos os filme de acção? 

  Quanto à representação, tiveram todos muito bem. Como referi em cima, existem várias caras conhecidas, como o protagonista Keanu Reeves, que esteve fantástico, mas também caras como Willem Dafoe, Dean Winters, e outros. Na globalidade gostei da representação e não tenho nenhum ponto a referir. Aliás poderia era falar de uma personagem que me enervou bastante, mas não o irei fazer! 

 Um ponto que tenho que referir, e que aliás já falei disso acerca de vários filmes é a banda sonora. Sem dúvida que este filme na minha opinião se destacou pela banda sonora, adorei imenso e acho que estava prefeitamente encaixado. 

 Em resumo, gostei do filme. Foi um filme interessante, recheado com os ingredientes para ter uma agradável sessão. Aconselho! Contudo não aconselho verem trailers, nem resumos, pois se assim o fizerem acredito que irá perder a piada, pelo menos para mim, acho que actualmente os trailers acabavam por revelar demasiado. 

The Riot Club

 Hoje trago-vos um filme fresquinho que vi ontem à noite e quase que por ligeiros momentos pensei que me ia tirar do sério. Tudo isso, pois mostra a mentalidade fútil e egocêntrica que pensa que o dinheiro resolve tudo, e para mim isso é simplesmente ridiculo, pois estou cansada de injustiças à minha volta. 

 A história foca-se em Inglaterra, na conceituada Universidade de Oxford, e no seu clube mais "conceituado" The Riot Club. E assim companhamos dois caloiros, completamente diferentes a nível de carácter, e a sua entrada nesse clube excêntrico, e o conceitado jantar anual que obrigatoriamente devem estar 10 membros masculinos e "festejar até morrer". Ou seja, no filme todo acompanhamos rapazes mimados, a satisfazerem os seus prazeres e manias, o que simplesmente me revoltou. Aliás, no final do filme só me apeteceu basicamente obrigar os pais daqueles "meninos" a darem-lhe duas chapadas na cara e mostrar-lhes a realidade. Além do mais, o clube foi algo fundado no séc. XVIII o que mostra que desde sempre houvera esse mentalidade, e honestamente acho que não vai acabar, pois o dinheiro é o dono de tudo e sempre será

 Continuando, o filme é irritante sim, mas o argumento é excelente. Segundo o que li o filme foi baseado na peça de teatro, Posh, ou seja quem conhece essa peça estará bastante familiarizado com o tema. Contudo, achei que o filme em si não era nada de mais, gostei, e dá-nos uma visão detalhada da mente destes dez rapazes, mas para mim não foi nada de fascinante. Gostei da representação, dos cenários e como disse em cima, do argumento. Mas no fim do dia, é só um filme sobre rapazes mimados e com isso não me relaciono, pois infelizmente ou felizmente sempre tive bastante contacto com a realidade, e sempre fui educada entre certos parâmetros que me fizeram ter uma noção do Mundo. 

 Resumidamente, é um bom filme, e os actores estiveram bastante bem. Existem caras conhecidas, como Max Irons, Douglas Booth, Sam Claflin, ou seja um conjunto imenso de "caras larocas" que certamente irá atrair um público alvo. Mas se tivesse que escolher um actor, escolheria o Sam Calfin pela seu papel excêntrico e completamente diferente do filme que vira com ele em Love, Rosie. Na globalidade é um bom filme, mas simplesmente não me preendeu e não me deu grande mensagem. Só se contarem a minha raiva e a  minha vontade de lhes dar um murro! 

Song one

 

 Acabadinho de sair do forno, trago-vos Song One. Um drama envolvente, com muita música Indie à mistura. 

 O filme foca-se em Franny, que longe da familia, descobre que o irmão entrou em coma. Assim sendo, ela é obrigada a voltar para junto da mãe, e inocentemente começa uma relação com o músico preferido do irmão. A história não desenvolve muito depois disso, andando sempre um pouco à volta do mesmo, contudo gostei imenso. Houve bastante comentários que acharam que o filme era parado e aborrecido, mas não concordo de todo. Certamente que era um pouco parado, não se sente aquela adrenalina, nem aquela sensação de estar a tentar assimilar os acontecimentos todos na cabeça, contudo traz-nos a essência dos momentos mais básicos. Nisso o filme é simplesmente lindo, e juntamente com a música é realmente um boa sensação. 

 Ao nível da música, todo o filme é recheado com lindas músicas, e principalmente tocantes. Além que pessoalmente eu gosto de música Indie, por isso gostei imenso, e encaixavam na perfeição com todo o ambiente.

 Quanto à representação, Anne Hathaway esteve simplesmente brilhante, transmitindo todas as sensações e aplificando tudo o que referi em cima. Assim com Mary Steenburgen, que esteve muito bem. E não podia deixar de referir o Johnny Flynn, que esteve simplesmente perfeito para o papel. A essência dele era a música, e via-se isso em todo o seu corpo. Além que gostei que ele não fosse aquele tipico músico bonitinho com tudo no sítio, é bonito, mas o seu carisma acaba por transmitir ainda mais beleza, e isso é simplesmente lindo. 

 Resumindo, foi um bom filme. Adorei os pormenores, os ângulos, a maneira como focaram coisas básicas, como andar de metro, os sons da cidade, o silêncio. Adorei imenso! Se é um romance? Certamente não! Se forem ver apenas por o romance, irão ficar desiludidos garanto-vos... Mas por outro lado, apanhamos umas pitadas por causa da relação entre a Franny e o James, que nos dá vontade de ir procurar alguém que nos crie uma chama dentro de nós, mas a história é muito mais que isso, focando-se essencialmente no irmão que está em coma. Na globalidade, aconselho! Vejam! 

Horrible Bosses 2

  Hoje como é domingo, decidi trazer um filme para um bom serão divertido, Horrible Bosses 2. Vi o primeiro no grande ecrã, numa ida expontânea ao cinema e gostei, por isso aqui vamos ao segundo! 

 Para quem viu o primeiro, já deve estar um pouco à espera do que falará o filme. É sobre três amigos, que cansados dos seus patrões, decidem abrir um negócio. Mas infelizmente são facilmente enganados por um empresário sem escrúpulos, e sem qualquer hipótese de resolverem o problema legalmente, decidem raptar o filho mais velho do empresário, para pedirem um resgate e salvarem a sua situação. Assim sendo, a história vai-se desenvolvendo de maneira divertida e acaba por dar uma voltas bastante interessantes, que pessoalmente até gostei. Honestamente pensei que a qualidade iria diminuir por ser uma sequela, mas enganei-me, pois apesar de o tema ser semelhante, conseguiram abordá-lo de uma maneira diferente. Contudo se me dessem a escolher, diria que o primeiro foi o que gostei mais. 

 Quanto à representação não tenho muito a dizer, gostei bastante do trabalho de todos, Jennifer Aniston, Jason Bateman, Charlie Day,Jason Sudeikis (...) já são caras conhecidas da comédia, por isso não esperava menos, nem mais. O que mais me supreendeu, foi sem dúvida o Chris Pine, ele tem mesmo perfil para a personagem! E o Jamie Foxx, que estava tão caracterizado que nem reparei que era ele, apesar de se notar claramente na cara. 

 Resumidamente, um filme leve mas engraçado. Achei piada que consideram este filme como comédia/crime, o que até faz sentido, mas no todo considerava apenas comédia, porque o crime acaba por ficar dissolvido no meio daquilo tudo. Mas gostei e recomendo para quem quiser passar um bom serão. Aliás, eu podia fazer reviews de montes de comédias, pois é daqueles filmes que acabo sempre por ver, nem que seja para ocupar umas horas, ou para tentar passar um bom momento. 

V for Vendetta

 Agora sim, vamos tocar no meu ponto fraco, um dos meus filmes preferidos, V de Vendetta. Um filme com contéudo, boa interpretação, banda sonora fantástica, falas espectaculares e tudo mais, que me deixou com os olhos a brilhar, colada ao ecrã. Vi o filme o ano passado e voltei a revê-lo, e não me arrependo. 

 O filmes retrata uma Inglaterra futuristica que vive sob uma ditadura, assim sendo um homem revolucionário tomado pelo nome de "V", planeia acabar com aquele sistema, recorrendo assim à ajuda de uma jovem, Evey, que por coincidência se cruzam. Assim sendo, a história vai-se desenvolvendo, e acabamos por nos entranhar na história como se quisessemos fazer parte daquela revolução. Tudo está simplesmente genial! 

 Acho que nunca em nenhuma review falei em personagens, mas nesta não consegui deixar escapar a personagem "V", acho que nunca vira um filme que gostara tanto de uma personagem como me aconteceu aqui. Ele é enigmático, inteligente e com uma personalidade fantástica, e tenho mesmo de dar uma salva de palmas ao Hugo Weaving por aquele papel. Sei que não se vê expressões, sei que podem achar que assim é mais fácil interpretar, mas não era qualquer um que conseguia por a personagem no ponto como ele o fez. De seguida, obviamente que vou falar da Natalie Portman, que é simplesmente fabulosa. Desde que vi o Black Swan que fiquei apaixonada por o trabalho dela, e obviamente que neste não foi diferente, esteve imensamente bem. 

 Ao nível da banda sonora, está simplesmente soberbo. Se calhar posso estar a exagerar, posso, mas arrepiei-me toda no final, e senti o meu coração quase a explodir e as emoções ao rubro na minha mente, foi uma sensação espectacular ! Além do mais o tema do filme é um tema bastante actual, nós já tivemos numa ditadura, e de certa maneira como as coisas são controladas, só nos falta a censura, pois somos cada vez mais controlados e mais influenciados, basicamente o que eles pretendem é que as nossas cabeças estejam formatadas e é exatamente um dos pontos que esse filme mostra. Mas vai muita além da política, vai muito além de valores, tendo uma abordagem de todos esses temas e mais alguns, de uma maneira breve, mas intensa. 

 Resumidamente, amaria falar com vocês sobre o conteúdo do filme, e sobre partes fantásticas e super inteligentes, mas prometi a mim mesma que não iria contar mais do que posso, pois se quiserem realmente ver o filme, nao quero que percam nenhuma emoção. Como podem perceber por este texto enorme, recomendo imenso que o vejam, é uma obra-prima a todos os aspectos! Para deixar-vos assim com uma curiosidade imensa, decidi deixar aqui uma quote, uma pequena amostra de todas as falas excelentemente escritas. 

"Beneath this mask there is more than flesh. Beneath this mask there is an idea (...) and ideas are bulletproof" 

Bom filme! 

The Theory of Everything

 Começo desde já a dizer que este filme está espectacular! Desde que vi o trailer, que fiquei ansiosa por o ver, e, honestamente eu nem sou muito de ver filmes biográficos, ou pelo menos não costumo ficar tão entusiasmada. 

 A história é focada no grande Stephen Hawking enquanto jovem, brilhante aluno, até que infelizmente a doença começa pouco a pouco a mudar a sua vida. O filme explora a sua relação com a primeira mulher, o seu primeito contacto com a doença e posteriormente o seu divorcio, e é simplesmente tocante. Fiquei bastante emocionada com o filme, pois deve ser um sentimento tão devastador sentir o corpo lentamente a definhar, e lentamente a deixar de reagir, enquanto a mente se mantêm lá, brilhante como nunca. Ao mesmo tempo, a força e o amor que a sua mulher, Jane, nutria por ele é simplesmente de tirar o folgo. E podemos considerar este filme romance, exactamente por isso, pois o amor deles era algo tão consistente, algo tão forte. Ao mesmo tempo, outro aspecto que me partiu o coração foi o facto do que a Jane lidou, do que ela conseguiu aguentar por todo o amor que sentia pelo Stephen. É simplesmente espectacular, de tirar o folgo e deixar qualquer pessoa maravilhada. Contudo, não vou falar mais, pois têm que ver por vocês mesmo!

 Quanto a nivel de representação, não foi à toa que o Eddie Redmayne ganhou o óscar de melhor actor, ele teve uma representação simplesmente fabulosa. Por si só, não é um papel fácil, nada fácil mesmo, mas ele arrasou, não podiam ter feito melhor escolha. Espectacular, espectacular! Se ele não ganhasse o óscar, não sei quem ganharia, muito sinceramente! Quanto à Felicity Jones acho que também esteve muito bem, sem dúvida alguma. Ambos brilharam neste filme. 

 Resumindo, acho que é um filme espectacular, e aconselho vivamente a verem! Mesmo que não se interessem pela biografia do Stephen Hawking, mesmo que não gostem de filmes biográficos, vejam. O filme tem uma mágia incrivel, a banda sonora é excelente e cativa-nos logo do ínicio. Recomendo! 

Fight Club

 Ora bem aqui vamos nós quebrar a primeira regra, Nunca falar sobre o Fight Club. Mas agora falando a sério, sei que este filme é um assunto sensivel, pois é um filme de culto e basicamente o primeiro que te mostram quando alguém quer ver um daqueles fucked up movie.  

  Ouvi falar do filme quando tinha apenas 13, 14 anos e incentivaram-me bastante a ver. Secalhar se o tivesse feito na altura tinha gostado muito mais do que agora, pois infelizmente curiosa como sou, passado uns bons anos fui pesquisar e BANG contaram-me um dos pontos essênciais da história, o que só por si, fez o filme perder toda a piada, mas por outro lado entender cenas, que me teriam passado completamente despercebidas senão soubesse isso. 

 Basicamente a história foca-se num homem que tem um problema com insonias, como tal começa a frequentar grupos de apoio e consequentemente conhece um vendedor de sabonetes, Tyler, que juntos vão criar o Fight Club, um clube secreto. O filme está sem dúvida genial, entendo porque seja um filme de culto, mas para mim não ficou nos meus preferidos. Gostos não se discutem não é? As interpretações estão excelentes, sem dúvida que estão, Edward Norton, Brad Pitt e Helena Bonham Carter, fazem o filme soberbo e aconselho a toda a gente a ver. Mas no entanto, não me senti envolvida pelo filme, não me senti encaixada, e se calhar foi por várias razões, e principalmente por saber o ponto fundamental. Não vão pesquisar a sério, se estão curiosos simplesmente vejam o filme, juro-vos que vai ser bastante mais interessante. 

 Outra coisa que me fez assustar um bocadinho (sim eu tive um mau momento a ver este filme) foi as imagens subliminares. Acho que não faz mal falar nisso, visto que não estou a dizer em concreto quando e onde, além que sim, faz completo sentido no filme, e vão acabar por perceber isso. Apesar que não, não é um dos pontos fundamentais, julgo eu, por isso não podem dizer que andei a falar mais do que devia! Mas isso simplesmente me faz sentir desconfortável e aliás tudo isso foi porque me avisaram, pois eu nem reparei quando passou a primeira imagem, e se calhar foi por isso que me fez ficar assim, talvez porque senti que "caí na ratoeira". Não pensem que é nada de mais, porque não é, não é assustador nem maligno, e até é engraçado! Contudo sei que se deve, aos dias e dias que quando era mais nova andei a pesquisar sobre isso, e criei uma ideia muito vincada sobre esse tema, e para mim é extramemente desconfortável. 

 Resumidamente, acho que toda a gente deve ver este filme! É um filme de culto, e um filme excelente em toda a sua extensão, o final é genial e o ambiente é sem dúvida qualquer coisa. É um must see, sem dúvida! E mesmo que não gostem, é uma grande experiência, além que deve ser um dos filmes mais falados de sempre desde que saiu. 

Sinister

 Sim, como podem logo ver pelo título trago-vos um filme de terror. Ultimamente ando um bocado reticente quando a este género, visto que desde o Conjuring fico desiludida com quase todos os filmes que vejo. Mas oh well, aqui vamos nós. 

 Sinister, é um filme interessante, e na globalidade tem uma boa história. O que eu até não esperava por ser dos mesmo produtores do Paranormal Activity e do Insidious, pensei que fossem apostar mais em jump scares que outra coisa  Ellison Oswalt é um escritor, que se foca em crimes reais para os seus livros, como tal decide mudar-se para uma casa, com a sua familia, para começar a investigar. Aí, encontra uns filmes antigos, que mostram imagens chocantes de crimes, o que o leva a pensar que o crime que está e investigar é causado por um psicopata.

 Honestamente, o que gostei mais do filme foi sem dúvida dos mini filmes que ele encontrou, são sinistros, são macabros e aquele ambiente causado por ser gravado numa 8 mm deixou-me bastante colada ao ecrã. Deixou-me seriamente a pensar se encontraria um filme destes na minha cave, visto que os meus pais tinham uma 8 mm, que por acaso venderam uns dias antes de ver o filme. 

 Mas retirando isso, achei que o filme tinha tanto potencial, mas perdeu tudo no final. O desfecho foi ridiculo na minha opinião, apoiaram-se num pequeno plot twist que houve, e acabaram pobremente. Não a sério, eu entendi a ideia, mas porquê? 

 Resumidamente, é um filme de terror razoável, não me criou tensão nenhuma, nem me deixou com medo, mas também não adormeci (e estava mesmo muito cansada). A história é inteligente, e podiam ter ganho muito mais se tivessem dado outro desfecho, e também porque ficou muita coisa por explicar.  

Maleficent

  Antes de tudo tenho que dizer que este filme foi uma verdadeira surpresa! 

 Maleficent, é daqueles filmes que foi bastante falado, e honestamente bastante esperado, mas contudo eu não tinha grandes expectativas para ele. Nem sei porquê, mas secalhar um pouco por eu não ser fascinada pela história da Bela Adormecida. Apesar que tenho que confessar que o trailer estava bastante apelativo e o poster igualmente. Até que chegou o momento de o ver e tenho a dizer fiquei bastante contente. Tenho que dar a mão à palmatória que a Disney está de parabéns por este fime. 

 O filme foca-se na já conhecida história da Bela adormecida, com algumas diferenças e adaptações que honestamente não vou revelar, pois têm que ver por vocês mesmo. E obviamente que tenho de referir o papel expectacular que a Angelina Jolie fez, não sei o que houve ali em concreto, que resultou na perfeição. Mas o certo, é que o papel foi feito para ela! Além da Elle Fanning, que foi uma aposta muito boa para fazer o papel de Aurora. O ambiente do filme, a história, resultou lindamente, gostei imenso. Conseguiram fazer uma mistura equilibrada da mágia da Disney, com a "escuridão" da história em si, o que foi genial. 

  Outro aspecto que tenho de falar, é a banda sonora, está mesmo muito boa. Cliquem aqui e deixem-se deliciar com uma das músicas mais encantadoras de sempre. 

  Resumidamente foi um dos filmes que me supreendeu mais a nível de adaptações da Disney e aconselho mesmo muito a verem! É mágico, é incrivel! Não se deixem iludir e deixar de ver por ser uma adaptação, pois garanto-vos que não se vão arrepender. 

Laggies

 Hoje venho falar sobre um filme bastante leve e engraçado, mas apesar disso com questões importantes, e honestamente um assunto bastante frágil. Além do mais, neste filme entra a minha actriz favorita (Keira Knightley), por isso não resisti em escrever algo sobre isto.

 Ora bem, a história foca-se em Megan, uma mulher quase na casa dos 30, que ao receber uma proposta de casamento do namorado, entra em pânico. Aproveitando uma hipótese de passar uma semana fora, e acrescentando a coincidência de conhecer uma adolescente de 16 anos, Annika, que lhe pede para comprar bebidas, decide passar essa semana na casa dela e assim reflectir sobre a sua vida.

 Na sua globalidade, o filme resulta bem. É uma comédia romântica, o que eu não concordo que ficasse excelente, pois acho que o romance ali foi introduzido um bocado às " três pancadas". Teria sido muito melhor se tivessem limitado o filme à comédia, pelo menos na minha opinião, é querido e fofo, mas teria criado um ambiente muito melhor. Apesar disso, gostei imenso como abordaram o tema da crise pessoal da personagem, e leva-nos a pensar "Afinal o que é crescer? Afinal o que é importante? Ter uma carreira? Ter filhos? Deixar de ser quem somos?". Megan é daquelas personagens que todos nós na generalidade nos identificamos, ou seja, criamos um laço com a personagem, e acabamos por entender o que está a sentir, e até questionar a nós próprios. E agora sendo honestos, quem nunca pensou "Que estou eu a fazer da minha vida? Será este o caminho correcto a seguir?" 

 Quanto à representação achei que estava tudo no sítio. Nunca tenho nada a dizer da Keira Knightley, é das minhas actrizes preferidas e, para mim, até agora nunca vi um filme que achei que a personagem não fosse adequada ou boa, ou que a interpretação fosse fraca. Quanto aos restantes actores achei que resultou tudo muito bem, mas tenho de falar obviamente da Chloe Grace Moretz, que também ando a gostar muito do trabalho dela, e este filme não é excepção, gostei muito. 

 Resumidamente, é um filme que devem ver. Não é perfeito, e infelizmente ganharia muito mais se não tivesse caído no cliché. Sim, o final é um cliché, e não tenho problema em o dizer. Contudo, é algo que se já está à espera, até pelo trailer. Mas na globalidade é um filme agradável e fácil de ver! 

Two night stand

 Agora, como quem não quer a coisa trago-vos um daqueles filmes levezinhos mas agradáveis. O que será? Exactamente, uma comédia romântica. 

 Two Night Stand é um filme divertido, aliás acho que o condimento principal é esse, e obviamente com uma dose de romance à mistura. Não é nada de especial, mas é aquele tipico filmes que eu referi já noutro post que é bom para estar deitadinha no sofá a comer pipocas ou chocolate quente.

 A história foca-se numa rapariga, Megan, que desastrosamente acaba um relacionamento de longo data, assim sendo, um pouco forçada, decide entrar no mundo do "online dating". Até que conhece um rapaz, e tem o tipico caso de uma noite, mas infelizmente o destino tem algo mais programado para ela (o que é obvio pelo título) e é obrigada a ficar presa na casa dele por causa de uma tempestade de neve. Basicamente a história é essa, e assim se desenrola. Honestamente gostei bastante do desfecho, por ser super "that's not how the world works" e a maneira que desenvolveram a história do filme. É romance, mas longe de ser daqueles lamechas e como referi em cima é bastante divertido. Se acaba como pensamos? Certamente, mas há umas voltas "engraçadas" no meio que sinceramente nem estava à espera. Quanto à representação achei que ambos estavam perfeitamente adequados para as personagens, sem tirar nem pôr.

 Resumidamente, é um filme que aconselho para um passar um bom bocado. Certamente daqui a uns anos ou meses não se vão lembrar dele, mas pelo menos durante 86 minutos tiveram um momento agradável. Além que as conversas são bastante divertidas, e, até acabam por ser interessantes. Ai os rapazes e o seu ego!